QUANDO A AULA NÃO TEM SALA: Problematizações sobre jogos de cenas indisciplinares de ensino e de aprendizagem no contexto escolar

Palavras-chave: Educação Básica, disciplinas escolares, propostas curriculares, práticas socioculturais, desconstrução, transgressão, indisciplinaridade

Resumo

A comunicação desenhada nesta escrita expressa o objetivo de praticar movimentos, dentre  as possibilidades de construção de escolas outras, por meio  de um modo de praticar a transgressão da organização disciplinar do processo de escolarização formal através da indicação de um percurso indisciplinar investigativo de observação de práticas já existentes nas escolas atualmente e que, de alguma forma, transgridam a forma disciplinar da escola pública que sejam transgressoras da forma disciplinar de organização da educação básica e das instituições escolares, no que diz respeito às práticas de ensino e de aprendizagem. Outro movimento é constituído pela intenção de ampliar as práticas indisciplinares observadas no contexto escolar por meio de práticas de problematizações dos campos de atividades humanas e das práticas socioculturais e jogos de linguagem que os componham e/ou que com eles, de alguma forma, se relacionem. Por fim, um último movimento, composto pela construção imaginativa[1]de um tipo de registro  que, de algum modo, toque a necessidade uma agenda que influencie o processo de instituição curricular formal para a educação básica e que projete e justifique funções outras, propósitos e intenções da escola pública, para o que a instituição realiza socialmente, para a educação formal e seus modos organizativos em relação aos processos de ensino e de aprendizagem na contemporaneidade, como potencialidade de transformação da obsolescência histórica da instituição escolar.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BORDIEU, P.; CHARTIER, R. A leitura: uma prática cultural. In: CHARTIER, R. (org.) Práticas da Leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 1996.

BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases para o Ensino de 1º e 2º Graus. nº 5.692. Brasília: Ministério da Educação e da Cultura, 1971.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: nº 9394/96. Brasília: Senado Federal, 1996.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: matemática. Brasília: MEC/SEF, 1997.

BRASIL. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: nº 9394/96. Brasília: Senado Federal, 2013.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.

BRASIL. Plano Nacional de Educação (PNE) - 2014-2024: Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2014.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular - Proposta Preliminar - Segunda Versão Revista, Brasília: MEC, 2016.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2017.

BRASIL. Ministério da Educação. Parecer do Conselho nacional de Educação à Federação de Arte-Educadores do Brasil–FAEB. Distrito Federal. Processo n. 23001.000167/2005-89, parecer CNE/CEB n. 22, 2005.

CHEVALLARD, Y. La transposition didactique La transposition didactique: du savoir savant au savoir enseigné. Grenoble: La Pensée Sauvage, 1985.

CHEVALLARD, Y.; BOSCH, M.; GASCÓN J. Estudar Matemáticas – O elo perdido entre o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2001.

CHEVALLARD, Y. Organisations didatiques. In: Dictionnaire de didactique des mathématiques 1997-1998. Mimeo.

CHERVEL, André. História das disciplinas escolares: reflexões sobre um campo de pesquisa. Porto Alegre: Teoria e Educação, 1990, p. 177-229.

CHERVEL, André. La culture scolaire – une approche historique. Belin: Paris, 1997.

DELEUZE, G. Lógica do sentido. São Paulo: Perspectiva, 1998.

DELEUZE, G. Diferencia y repeteción. Espana: Júcar Universidad,1988.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O anti-Édipo. Capitalismo e esquizofrenia. Lisboa: Assírio & Alvim, s/d.

DELEUZE, G. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Vol. 1. São Paulo: Ed. 34, 1995.

DELEUZE, G. e PARNET, C. Diálogos. São Paulo: Escuta, 1998.

DERRIDA, J. Writing and Difference. London: Routledge & Kegan Paul, 1978.

DERRIDA, J. Gramatologia. São Paulo: Perspectiva, 2004.

DERRIDA, J. A escritura e a diferença. São Paulo: Perspectiva, 2011.

FONTANA, R. A. O corpo aprendiz. In: CARVALHO, Iara M., RUBIO, Kátia. (Orgs.). Educação Física e Ciências Humanas. São Paulo: Hucitec, 2002. p. 41-52.

FOUCAULT, M. Vigiar e punir – Nascimento da prisão. Rio de Janeiro: Vozes, 1987.

FOUCAULT, M. Vigiar e punir – Nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 2002.

FOUCAULT, M. Arqueologia do saber. Vozes, 2004.

FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Vozes, 2000

FOUCAULT, M. História da Loucura. São Paulo: EPU, 1987.

FOUCAULT, M. A História da Loucura na Idade Clássica. São Paulo: Perspectiva, 1997.

FOUCAULT, M. O sujeito e o poder. In: DREYFUS, H. e RABINOW, P. M. Foucault: uma trajetória filosófica. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995.

FOUCAULT, M. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: Ed. NAU, 1999.

FOUCAULT, M. História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 2001.

FOUCAULT, M. O governo de si e dos outros. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

HEATON, J. M. The Talking Cure: Wittgenstein’s Therapeutic Method for Psychotherapy. Hampshire: Palgrave Macmillan, 2010.

JESUS, F. R. Indisciplina e transgressão na escola. Dissertação de Doutorado, Faculdade de Educação da Unicamp, 2015.

KLEIN, J. T. Interdisciplinary - History, Theory & Practice. Detroit: Wayne State University, 1990.

KLEIN, J. T. Crossing Boundaries: Knowledge, Disciplinarities and Interdisciplinarities. Charlottesville: U. P. of Virginia, 1996.

KLEIN, J. T. et al (orgs). Transdisciplinarity: Joint Problem Solving among Science, Technology and Society. Boston / Basel / Berlin: Birkhauser Verlag, 2001.

KLEIN, J. T. Interdisciplinary and Complexity: An Evolving Relationship. E.CO Special Double Issue, vol 6, nos. 1-2, Fall 2004.

MAUSS, M. Sociologia e Antropologia. São Paulo: EDUSP, 1974.

MIGUEL, A., VILELA, D. S. Práticas escolares de mobilização de cultura matemática. Cadernos CEDES, 28, 74, 2008, p. 97-120.

MIGUEL, A. Percursos Indisciplinares na Atividade de Pesquisa em História (da Educação Matemática): entre jogos discursivos como práticas e práticas como jogos discursivos. Bolema, v. 23, n. 35a, 2010. Disponível em: http://www.rc.unesp.br/igce/matematica/bolema

MIGUEL, A., Vilela, D. S. & Moura, A. R. L. Desconstruindo a matemática escolar sob uma perspectiva pós-metafísica de educação. Zetetiké, 18, 2010, p. 129-206.

MIGUEL, Antonio. Formação Escolar, Prova Campinas 2010 e Jogos Indisciplinares de Linguagem. No prelo, 2015.

MIGUEL, A. Entre jogos de luzes e de sombras: uma agenda contemporânea para a educação matemática brasileira. Educação Matemática na Contemporaneidade: desafios e possibilidades São Paulo- XII Encontro Nacional de Educação Matemática, 2016. Disponível em: http://sbempe.cpanel0179.hospedagemdesites.ws/enem2016/anais/palestras-1.html

MOITA LOPES, L. P. Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.

NOWOTNY, H. et al. Mode 2 Revisited: The New Production of Knowledge. Minerva 41, 2003, p. 179-194.

PENNYCOOK, A. Uma linguística aplicada transgressiva. In Moita Lopes, L. P. da (org.). Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, 2006, p. 67-84.

POMBO, O. et al (org.). Interdisciplinaridade - Antologia. Porto: Campo das Letras, 2006.

PRIBERAM. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2013. Disponível em: https://www.priberam.pt/DLPO/educa%C3%A7%C3%A3o

SARLO, B. Cenas da vida pós-moderna – Intelectuais, arte e videocultura na Argentina. Rio de Janeiro: UFRJ, 2006.

SOMMERVILLE, M. A & RAPPORT, D. (Orgs.). Transdisciplinary: Recreating Integrated Knowledge [Advances in Sustainable Development]. Oxford: EOLSS Publishers, 2000.

WENGER, É. Community of practice. Learning, meaning and identity. Cambridge: Cambridge University Press, 1998.

WITTGENSTEIN, L. Culture and Value. Chicago: University of Chicago Press, 1980.

WITTGENSTEIN, L. Remarks on the Foundations of Mathematics. Cambridge, Mass: MIT Press, 1967.

WITTGENSTEIN, L. Notebooks. New York: Harper and Row, 1969.

WITTGENSTEIN, L. Investigações Filosóficas. Rio de Janeiro: Vozes, 2009.

WITTGENSTEIN, L. Observações Filosóficas. São Paulo: Edições Loyola, 2005.

WITTGENSTEIN, L. Cultura e valor. Lisboa: Edições 70, 1980.

WITTGENSTEIN, L. Philosophical Investigations. New York: Basil Blackwell, 2001.

Publicado
2020-05-01
Métricas
  • Visualizações do Artigo 137
  • PDF Downloads 137
Como Citar
DE JESUS, F. R. QUANDO A AULA NÃO TEM SALA: Problematizações sobre jogos de cenas indisciplinares de ensino e de aprendizagem no contexto escolar. REMATEC, v. 15, n. 33, p. 09-30, 1 maio 2020.
Seção
Artigos Científicos